M/E/C/A/ Festival
por licio daf
Atlântida; praia e passarela… Litoral norte do Rio Grande do Sul conhecido não pelas belezas naturais, mas pela formosura pairando no ar das gauchas num leve desfilar a beira mar. Atlântida; calor e música… O clima do verão é palco para o indie ensolarado das bandas Vampire Weekend e Two Door Cinema Club. Esse é o Meca abrindo a temporada dos festivais nacionais em alta temperatura.
Estrutura de primeira, organização sem grandes problemas e público aquém do esperado. O show começa com a jovem Wannabe Jalva e seu rock mesclando guitarra e sintetizador. Pela pouca estrada, a banda de Porto Alegre está crua, mas seu som quebrado em variações rítmicas tem potencial para fazer muita gente dançar num futuro breve. O ponto forte dos gauchos é o falsete do vocalista, o fraco é cantar em inglês. A banda deve lançar o primeiro EP com 6 faixas (3 delas já estão no myspace) ainda esse semestre.
Na sequência vieram os curitibanos do Rose and Me. Folk intimista de boas melodias, clima introspectivo e um olhar tímido ou triste da encantadora cantora. Muito legal a versão de “Ready for the Floor”, hit do Hotchip, com arranjos de banjo. Infelizmente a banda brasileira é mais uma a cantar em Inglês. “por ter morado um tempo fora me senti mais a vontade de compor em inglês, pois flui de forma natural e combina melhor com nossa música” explicou Rosanne. A banda tem um EP e está em estúdio gravando seu primeiro disco que terá como tema “esperança”.

Também do Paraná os já conhecidos Copacabana Club tocaram ao por do sol. A banda com três anos e meio de estrada – que também canta em inglês – espera o disco “Tropical Splash” produzido por Dudu Marote ser masterizado no exterior para decidirem por qual gravadora irão lançá-lo.

Anoitece e o grande momento do Meca Festival está por acontecer. Difícil assistirmos no Brasil shows internacionais de bandas na crista da onda. Dessa vez o país recebeu Two Door Cinema Club com seu bom e bem falado disco de estréia “Tourist History” (2010). O show do trio irlandes – mais um baterista que acompanha as apresentações ao vivo – foi alto astral do início ao fim com o público pra cima cantando música atrás de música. A voz de Alex Trimble é delicada e precisa, o baixista Kevin Baird o mais animado e a guitarra solo de Sam Halliday consegue ser mais bonita e quente ao vivo.



Vampire Weekend com seu alternativo rock afro pop foi a principal atração do festival. A banda de Nova Iorque é o grande nome dessa movimentação indie dançante com batidas tribais. Fazem escola por todos os lados, vale lembrar que os paulistas do Holger seguem essa cartilha a risca. O Vampire Weekend fez um show divertido e dançante, curto mas marcante e colou o Meca no roteiro dos bons festivais de música por terras tupiniquins. O simpático Ezra Koenig levou o público ao climax do festival com o single “Cape Cod Kwassa Kwassa”.

O duo The Twelves fechou o palco do festival com seus bons remixes. O ponto alto dos djs produtores foi a passagem de Fever Ray para Phoenix e o público mais atento ao trabalho dos cariocas curtiu o fim da apresentação com Black Kids desacelerando. O Twelves andava sumido, mas sai do Meca com o PopLoad Gig na agenda de fevereiro e o Coachella em Abril.
O Meca Festival teve outras apresentações e atrações durante o final de semana na beira do mar. Esportes, exposição de fotografia e djs movimentaram as tardes na praia de Atlântida.
O festival do sul fez bonito em sua primeira edição…
que continuem a navegar por esse caminho.
Vida longa ao M/E/C/A/ Festival.
entrevista com a banda Two Door Cinema Club
fotos do MECA Festival 2011
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